Bom, há uns dias atrás comprei uma Les Paul dessa nova linha da Tagima, e resolvi fazer um review sobre o modelo mais barato, o ``Street´´. Antes das minhas opiniões sobre essa minha guita nova, vamos às especificações:
BRAÇO / Mahogany
CORPO / Mahogany, frisos em marfim
TAMPO / Mahogany Escavado (carved top)
ESCALA / Rosewood, com inlays trapezoidais, trastes médio jumbo
NUT (CAPO TRASTE) / Osso
MEDIDA / 43mm
CAPTADORES / 2 Humbuckers com cover de metal
CONTROLES / Chave de 3 posições, 2 controles de volume, 2 de tonalidade
PONTE / Fixa estilo Tune-o-matic cromada
TARRAXAS / Cromadas e blindadas.
Eu tive a oportunidade de testar as seguintes em um CUBE ROLAND 80xl:
Flying V Dave Mustaine Signature (+-R$1300)
Dean Deceiver Les Paul (+-R$900)
SSG Sx-Aquela que o pessoal confunde com Shelter-(+-R$1200)
Tagima T635 Strato (+-R$1300)
Shelter Les Paul Nashville, Condor CLP2, só que em outra loja na St Efigênia (+-R$700), (+-R$1100)
(Adendo:) Eu comprei essa guita numa das lojas Made In Brazil, e eles têm profissionais muito qualificados e atenciosos.
Voltando à guitarra:
Se você quer uma guita com peso para Metallica, Megadeth, mas com versatilidade para Guns, ACDC, e até um Jazz, Blues, eu recomendo sem pensar duas vezes, pois essa foi a guitarra que eu achei a melhor pegada para mim, as outras pareciam de brinquedo comparando o som.
Tarraxas: São razoáveis, eu recomendo uma troca para outras de sua preferencia, mas elas aguentam bem as cordas novas, depois de 1hr tocando intensamente, só aí ela para de desafinar com os bends. Eu pretendo colocar umas Gotoh, sei lá, mas só pro ano que vem.
Ponte: Não vejo necessidade para troca pelo menos por uns 3 anos, aguenta bem, e regulei as oitavas com bastante facilidade.
Trastes: Galera, eu não sei se ela já veio polida da loja, pois ela não era de vitrine, e lá tinha luthieria, mas quando eu coloquei cordas novas Ernie Ball, todos os bends, pull offs e legatos saíram tinindo, não tive problemas nesse sentido.
Captadores: Como a Les Paul tem 4 controles e ainda a chave seletora, há muitos tipos de ``presets´´(hehehe) que você pode configurar, mas senti uma diferença gritante entre o da ponte e o do braço, nada ruim, muito bom aliás. O som é muito bom, e não ouvi nenhum tipo de ruído ou arranhada. Mas em questão de qualidade, digamos que ele aguente suave uma gig de escola, apresentação de bandas, barzinhos, etc. Mas mesmo assim recomendo uma troca por uns Duncan depois de um tempinho, caso você consiga um lugarzinho para um show com mais de 2000 pessoas. É o que eu pretendo fazer.
Braço: Muito confortável, mais que esses finos de Jacksons e Ibanez strato, mas isso é pessoal, e varia do que você pretende tocar, não vai querer pegar Rebirth, Spread Your Fire e Judgement Day nele né cara.
Acabamento: De 0 à 10 eu diria 9,5, mas só por causa de uma imperfeição no escudo, que não interfere nada no visual ou sonoridade, só no visual se você for ver de maneira criteriosa e seu olho estiver à uns 5 cm do defeito.
Resumão: É uma puta guitarra que eu não me arrependo nem um pingo de ter comprado, aliás, muito pelo contrário, pois é bem pesadinha (não o suficiente para te cansar se você for tocar em pé, mas pesada o suficiente pra você saber que não é basswood ou ash, nada contra.) E vale a pena comprar pois a Tagima tá tomando um strike da Gibson, porque o corpo é idêntico, então comprar é um investimento para num raio de 4 anos ter madeiras excelentes, duncans, tarraxas e ponte gotoh, etc.
Preço: Paguei R$1100,00 na guita com bag, cordas novas 0.09, chave de regulagem, e duas palhetas Jim Dunlop. Para tudo que pude ver e testar, tá no preço, então se você tiver oportunidade, compre sem pudor, pois realmente tem um som impecável, e tunada então, nem se fale.
Conclusão: Aquela coisa de sempre, se você ta apertado agora e não tem dinheiro pra tunar uma Epiphone, essa tá no ponto, e não vai demorar muito para parar com a fabricação dessa linha.
Espero ter ajudado com esse tópico bem detalhado, e não tenha dúvida de que essa é uma boa opção. Um abraço, Augusto-Banda Resonoff
Ah, e daqui um tempo eu posto umas fotos e um som pra galera interessada aê. ;)
domingo, 31 de dezembro de 2017
terça-feira, 11 de julho de 2017
12 CORDAS COM PAPEL? - COMO MELHORAR O SOM?
Bom, pessoal, no blog de hoje iremos dar uma assistência um pouco diferentes aos violões, principalmente os que possuem as doze cordas.
Antes de tudo, é importante saber que as técnicas aqui apresentadas possuem o intuito apenas de corrigir detalhes rápidos sem que haja um conserto permanente. Por isso será comum que, mesmo após a adoção dessas medidas, o violão volte a trastejar ou também enferrujar o seu próprio som.
Vamos ao que interessa!
Uma das técnicas utilizadas pelos MacGyver's da vida é o uso da lixa de unha como raspador da altura do cavalete, no caso de o violão apresentar alguma altura indesejada. O procedimento é simples: mantenha a proporção do cavalete e raspe-o com o intuito de descer o nível das cordas. Porém tome cuidado! Caso a raspagem vá além do desejado, o efeito oposto não poderá ser realizado, visto que a altura raspada não tem como voltar à originalidade.
Outra forma de nivelar a altura das cordas de modo paliativo é o uso de piteiras de cigarros artesanais no headstock do instrumento. Piteiras são dobras de papel enrolatórias, o que consequentemente encaixa excelentemente para abafar, nivelar ou até mesmo limpar o violão. A técnica é antiga e muito usada por músicos mundo afora.
Uma última técnica paliativa é o uso de lápis e barbante para fazer um capotraste. O procedimento é simples e não demanda muito tempo. Dessa vez, deixemos a imagem falar por si só:
terça-feira, 11 de abril de 2017
DICAS PARA CORREIA
Olá pessoal, espero que estejam e fiquem sempre bem! No post de hoje abordarei um assunto simples e rápido, porém de “grande valia” para quem toca guitarra ou contrabaixo. Afinal, a situação não está fácil para ninguém e nada como usarmos de bom senso com o nosso bolso e equipamento.
Acredito que todos nós já passamos por situações desastrosas onde a correia do instrumento soltou-se de uma das roldanas do corpo da guitarra ou baixo. Já presenciei amigos que arcaram com grandes valores para recuperar os prejuízos causados pela queda do instrumento enquanto tocavam. Para evitarmos estes contratempos, eu recomendo travar sempre as correias. Ai você pode perguntar:
“Quer dizer que eu não devo tirar a correia da guitarra?”
Pense bem: por que você deve tirar e colocar a correia se a sua guitarra (ou baixo) fica sempre protegida dentro do bag ou case? Aliás, esse “por e tirar” é a causa do alargamento dos furos nas pontas da correia, que facilitam a queda do instrumento por “escaparem” das roldanas.
Claro que existem os famosos “strap locks” ou correias com fechos plásticos em ponteiras sobressalentes, mas aqui no blog eu vou comentar formas simples (e mais eficazes), além de mais baratas para você conseguir o mesmo efeito. E se tiver uma idéia ainda mais simples, divide-a com a gente, escrevendo um comentário ao final desse post.
Uma maneira muito fácil de travar a correia do instrumento, e que está ao alcance de qualquer um, é separamos duas palhetas de guitarra que não usamos mais, de preferência com espessura acima de 0,75 mm. Sugiro essa espessura por ser mais apropriada para perfurar e cortar conforme figuras abaixo.

Após colocarmos a correia, basta empurrar a palheta perfurada e cortada conforme figuras abaixo e sua correia estará travada. Simples não é?

Você pode até estar pensando: “se as minhas palhetas normais sempre somem, imagine essas depois que eu soltar a correia!”
Pode ser que os “duendes” também adorem esse tipo de palheta, mas se decepcionarão quando constatarem que dificilmente poderão ser usadas para tocar um instrumento musical novamente. No entanto, uma alternativa para minha sugestão é composta por uma trava de aparafusar na roldana após o encaixe da correia.
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